“Quando a boca cala, o corpo fala
Quando a boca fala, o corpo sara!”
*Por Paula Freitas
Muitas são
as músicas que nos falam sobre as emoções. Pixinguinha compôs uma música
romântica chamada Carinhoso, onde diz: “Meu coração, não sei
porque, bate feliz quando te vê...”
E o que sentimos quando estamos apaixonados?
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Geralmente o coração acelera, suamos frio, sentimos arrepios e as pernas bambas...
E quando sentimos medo?
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As principais reações físicas são: frio na barriga,
coração acelerado, tremores, etc.
Então quer dizer que quando sentimos algo o nosso corpo reage?
É verdade. O nosso corpo reage a cada sentimento, emoção ou pensamento. Por exemplo, quando nos deparamos com uma situação de perigo, sentimos medo. Este medo é importante para que possamos nos proteger / reagir frente a esse perigo. Após a visão do estímulo, a informação é enviada ao cérebro, que prepara o nosso corpo para lutar ou fugir. O corpo acelera, fica mais atento e alerta.
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Estudos da nova ciência de neurocardiologia mostram que o coração não é somente uma bomba mecânica, mas um sofisticado sistema para receber e processar informações. O coração envia muitas mensagens ao cérebro.
Dessa forma, estados emocionais negativos como raiva ou frustração geram ondas eletromagnéticas totalmente caóticas no coração (como se estivéssemos pisando no freio e no acelerador ao mesmo tempo). Esse estado de batimentos desordenados (chamado de incoerência cardíaca) está ligado às doenças cardíacas, ao envelhecimento precoce, ao câncer e à morte prematura.
Já sentimentos de amor e gratidão estimulam um batimento cardíaco “coerente”, pois a secreção do cortisol (hormônio do estresse) diminui e a depressão, a hipertensão e a insônia são reduzidas. Neste estado, o sistema imunológico se fortalece e a clareza mental aumenta.(Susan Andrews, em “O Círculo do amor”, Instituto Visão Futuro, 2006, p.11)
Portanto, concluímos que emoções positivas harmonizam a mente e influenciam no batimento cardíaco. Da mesma forma, emoções e pensamentos negativos aceleram o batimento cardíaco, provocando o surgimento de doenças cardíacas.
As doenças podem ter uma origem genética, podem ser causadas ou agravadas de acordo com os hábitos alimentares, com o estilo de vida da pessoa, entre outros fatores. Entretanto, também existe uma estreita relação das doenças com as emoções e sentimentos. Por isso precisamos compreender a doença numa perspectiva biológica, mas também numa perspectiva simbólica. A fisiologia do órgão está ligada ao psicológico. Muitas são as pesquisas e os estudos sobre o assunto.
Sentimentos de vulnerabilidade, ansiedade, baixa auto-estima, solidão ou um domínio insatisfatório da vida profissional ou familiar podem repercutir consideravelmente sobre a saúde.
Por isso, é importante cuidarmos de nós mesmos através da medicina (consultas, exames, medicamentos, etc.), mas também devemos nos cuidar emocionalmente, através de outras formas (lazer, grupos de reflexão, escuta profissional, etc...).
Convido você a fazer algumas reflexões:
O que você tem feito com suas emoções? Tem colocado pra fora o que sente ou guardado?
Você tem “ouvido” seu corpo? Tem prestado atenção nele?
Como diz o ditado popular:
“QUANDO
A BOCA CALA O CORPO FALA,
QUANDO
A BOCA FALA O CORPO SARA”
Então é preciso falar com a boca, pra não falarmos através de insônia, depressão, hipertensão, etc.
Num mundo onde somos tão cobrados e que acabamos
funcionado como máquinas, as emoções nos lembram que temos sentimentos,
sensações... que somos GENTE!!! São os nossos afetos que dão colorido especial
às nossas vidas. Cuidando do corpo e da mente podemos
viver a felicidade, apesar das dores e as conquistas, apesar dos obstáculos! E já que
começamos com uma música, vamos encerrar com outra: “Se
chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...” (Roberto Carlos) Um abraço, Paula Freitas 29/05/2008 **Este texto faz parte de uma
palestra realizada por mim e pela psicóloga Amanda (uma grande amiga), no IV
Encontro Municipal do Idoso, em Barra do Piraí. (Setembro de 2007) *Paula Freitas é psicóloga,
professora universitária e terapeuta comunitária em formação. Atua como
psicóloga clínica e na área social nas cidades de Volta Redonda e Barra do
Piraí. Contato: paula_sfreitas@yahoo.com.br Tel: 8131-2963 Consultório: R.16, nº
109, sala 708, Edifício VILA SHOPPING, Vila Santa Cecília, Volta Redonda.
