ATIVIDADE FÍSICA E ALIMENTAÇÃO ADEQUADA: A SAÍDA.
Manifestações da Síndrome Metabólica como hipertensão arterial, Diabetes tipo II, dislipidemias e artropatias juntamente com o estresse, constituem os principais males que afetam a população adulta atualmente.

Apontada como a principal responsável está à mudança de estilo de vida, no que se refere principalmente a modificações nos hábitos alimentares e de gasto energético através das atividades físicas de todo tipo.

A industrialização trouxe os mais variados confortos em termos de tecnologia e facilidades. Desta forma, abusamos do sal, do açúcar, dos carboidratos refinados, de alimentos gordurosos, assim como temos uma alimentação pobre em vegetais e frutas, abusamos do álcool, que juntamente com o tabagismo, depressão e estresse fizeram com que houvesse um grande crescimento de casos de obesidade grave (mórbida). O sedentarismo figura também neste conjunto decorrente deste novo estilo de vida. Não precisamos mais fazer grandes esforços para a obtenção de alimentos, temos máquinas para os mais diversos serviços domésticos, automatização no ambiente de trabalho e mesmo no lazer, com controles remotos, celulares, computadores e jogos eletrônicos nos fazem ter um gasto energético muito menor do que anos atrás.
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A soma dos alimentos saborosos e de alta densidade calórica com o sedentarismo causa a obesidade, que já atinge proporções epidêmicas globalmente.

Atividade física caracteriza-se por qualquer movimento corporal que envolva contração muscular e gasto energético.
Exercício pode ser descrito como um tipo de atividade física sistematizada e programada.
Esporte caracteriza-se por uma atividade física sistematizada e programada que visa a performance, o desempenho e a competição.

Mas, em qualquer destas três situações (prática recreativa ou esportiva) deve-se ter uma alimentação balanceada para que o organismo possa desenvolver essas atividades sem que se prejudique a saúde.
E, se por um lado o sedentarismo é fator de risco para a saúde, o excesso de atividade física ou a prática esportiva abusiva sem controle ou orientação adequada também oferece riscos.
Treinos exagerados ou “overtraining” não respeitam o limite do corpo do atleta, alteram o equilíbrio hormonal, desgastam a musculatura, levando a lesões com dores. O exagero pode estar no tempo de treinamento, e não no tipo de exercício. Para um indivíduo sedentário, por exemplo, até um dia inteiro de lazer pode ser desgastante.
Para o adolescente, o excesso de atividades físicas, aliado à má alimentação, pode levar a maior incidência de fraturas e lesões, pode afetar o crescimento, alterando o desenvolvimento normal, já que, de acordo com especialistas do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo, o sistema esquelético do adolescente não está formado e ele só adquire sua massa óssea ao redor doa 21 anos.
Alguns sinais subjetivos do “overtraining” são: distúrbios do sono, depressão, nervosismo, falta de apetite, dores nos ossos e músculos. Se o corpo não consegue se recuperar do exercício de maneira adequada, ocorre o consumo de massa muscular (pois não há glicogênio suficiente). O estoque de glicogênio corporal irá garantir a adequada recuperação muscular, melhor rendimento nos treinos seguintes, hidratação celular e retardamento da fadiga.
A alimentação inadequada pode ser a causadora desses sintomas, levando à fadiga, queda do rendimento, anemia, tontura, fraqueza e dores. Estes são sinais de que o organismo está passando por um processo de desgaste energético, onde a reposição está deficiente, seja na qualidade ou quantidade de alimentos.
Até a próxima!

Janaina de F. Lobato*
* Janaina de Fátima Lobato é Nutricionista formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1996 e especialista em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Veiga de Almeida. Trabalha em nutrição clínica e hospitalar em Volta Redonda e Barra Mansa.
Consultório: Edifício Cecisa I, sala 817 – Vila Santa Cecília
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